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Divulgue esta idéia

CancaodaFloresta

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Façamos à nossa imagem e semelhança...


Thiago Azevedo

Sempre quando se pensa algo sobre o Sagrado, o invólucro para fomentar e ressignificá-lo é a adversidade, não é à toa que Jesus teceu seu mais emblemático conceito dEle véspera de ser preso, quando este suava sangue. Também, quando falava para uma multidão de excluídos, sobre perspectivas do Sagrado, não vou chama-lo Deus, pois se trata de um título, certa vez ouvi Milton Schwantes dizer que todos os outros credos tem um nome para o Sagrado, entretanto o cristianismo por falta de criatividade denominou Deus, que nada mais é um título e não expressa seu caráter. Por conta disso, vou denomina-lo Sagrado.

Enfim, voltando ao raciocínio em questão, diante das crises, os homens teceram suas hipóteses sobre o divino e com isso as religiões foram tentando explicar sua existência, suas perspectivas sobre o futuro e também justificam suas ações, boas ou ruins sobre e na terra. Tanto é verdade que a invasão, genocídio e depredação de Canaã foi justificado pelo argumento de uma terra prometida pelo Sagrado e num ato de expropriação dos antigos habitantes, foram excomungados de seu lar, quando que num simples gesto, poderiam desenvolver ali um sentimento de Co-existência. Bom, isso é algo que nenhum ser humano aprendeu a desenvolver, visto que sempre estamos à mercê da concorrência, isso desde o ventre, concordando com Darwin, estamos em constante estado de seleção natural e com isso, só os mais “fortes” sobrevivem, isso para todos os campos, inclusive o religioso, não é assim a leitura do Antigo Testamento, o melhor Deus ganha, basta ver os confrontos entre o Deus dos Judeus e os demais.

Nos momentos de crise, o Sagrado se faz presente na mente e no coração dos homens, como o grande e perfeito cavaleiro alado que vem ao socorro do ser humano indefeso e incapaz de se salvar. A humanidade em todas as eras aprendeu a compor esta narrativa do sagrado e com isso, desenvolveu nela um eterno sentimento de pedinte do divino, passamos nossa história mendigando a atenção deste ser supremo e desenvolvemos nosso relacionamento com ele à partir destas necessidades, com isso, o ser humano se tornou parasitário dos favores do Sagrado, incapaz de desenvolver algum tipo de relacionamento existencial com ele.

Muitos devem ter parado de ler o que acabei de escrever, por simplesmente discordarem, mas vamos um pouco além e pergunto: Quantas vezes conseguimos parar em nossas orações sem pedir ou sem nenhum sentimento de pedinte diante deste relacionamento com o Sagrado? Quantas vezes ficamos diante dele, simplesmente pelo anseio de contemplação? Quantas vezes, em nossas rápidas orações, simplesmente pedimos a mais banal das coisas e não tecemos algum diálogo além do quero, peço?

Posso ir além com mais perguntas, entretanto, estas pequenas que fiz, esquadrinham o perfil de ser que somos, meros consumidores do Sagrado, vamos às nossas comunidades, pois esperamos, mesmo que inconscientemente alguma coisa dEle. Pois é justamente na necessidade que nos deparamos com nossa finitude, ante ao infinito, daquele amanhã que nunca chega, nossas incertezas e pedir, esperar algo em troca, nos dá a segurança no futuro.

Quando somos atendidos, espiritualizamos, dizemos que foi Deus, quando não somos, espiritualizamos, afirmando que não é hora e por aí vai, no sentido de dar sentido ao anseio no amanhã. Vocês devem estar pensando que perdi a fé, não, não perdi a fé, apenas estou esquadrinhando outra perspectiva do sagrado, ante ao meu momento de crise.

Estou num estado de ousadia e não medo, pois poetas e teólogos ousam às vezes sobre suas perspectivas deste Sagrado, Jesus também fez isso, quando na ânsia triunfalista de ter solucionado os seus problemas, o povo esperava que Cristo prometesse mundos e fundos em troca de fidelidade, na verdade o que ele acabou prometendo, gerou mais insegurança que certeza, um paraíso para um futuro incerto. Porém, ele fez algo que nenhum religioso fez, a esperança no consolo.

Jesus criou uma imagem de um Sagrado que não resolve os problemas, mas caminha ao lado com eles, tanto que em diversas falas Cristo utiliza a adversidade para mostrar o alento sagrado e não a intervenção dEle para simplesmente resolver o problema, tanto que falou das aflições do mundo, teve a sua própria oração frustrada ante a possibilidade da morte, por outro lado, teve o auxílio de um pai que esteve ao seu lado até o fim. Não acabou com todas as mazelas que sofriam, apenas deu um fogo ao coração dos homens que ninguém havia feito, o fogo do amor, que incendia e dá direcionamento à vida.

Do mesmo modo que colocamos toda maldade do mundo nas costas do diabo, também fazemos isso com todos os problemas e soluções, quando na verdade, este mundo foi criado para nós e com isso, precisamos ter ousadia de viver nele. Podem estar me tachando de gnóstico e etc, não me considero tal, apenas estou tentando assumir minha responsabilidade neste mundo e não me deixando apático ante minhas adversidades.

Crescemos na perspectiva de um Sagrado que tudo resolve, tanto que apostamos todas as nossas fichas nisso, nos deixamos paralisados esperando que nos venha como num insight a situação plenamente resolvida. Às vezes penso que nossa cristologia é um grande restaurante e este Sagrado se tornou o garçom, fazemos o pedido, ele diz se tem ou não na cozinha, se não tiver, pedimos outra coisa, ele traz e depois de saciados, pagamos a conta e damos a gorjeta ao garçom, 10% da conta.

Nestes últimos tempos, tenho procurado ressignificar este sagrado, deixando-o mais belo, pelo pensamento da poesia e menos funcional, se é certo ou errado, não sei, faz tempo que deixei esse maniqueísmo definido, esse positivismo teológico, mesmo porque, ao ler sua literatura, este Numinoso é desenhado por seus autores, sem definições concretas, pois atua no limiar da criação e da destruição, da vida e da morte, então, não consigo definir como e o quê pensar deste Sagrado, apenas sigo, pensando que ele ama e caminha junto, apesar de tudo...

Paz e bem

sexta-feira, 23 de março de 2012

Sobre um Deus que ri...

Thiago Azevedo

Queria ter uma idéia do que escrever neste momento, falar sobre o brilhantismo de Chico Anysio, da falta que irá fazer ao humor brasileiro, entretanto, nada me vem à mente, apenas a frase do célebre filósofo alemão Nietzsche, polêmico e condenado na inquisição cristã pelo assassinato de Deus, afirmou de forma majestosa que não cria em um Deus que não dançasse.

Ora, o que é a dança senão a libertação do corpo das amarras do convencionalismo paralisante que acrisola a mente à convenções, sejam elas sociais ou não. O que Nietzsche queria dizer é que não cria em um Deus que não fosse livre.

Portanto, parafraseando-o, não creio em um Deus que não ri, durante muito tempo vi-me ranzinza por conta do que me ensinaram, sempre me vigiando para cumprir o que me diziam ser certo e condenar com veemência o que afirmavam ser errado, sempre com foco, a vontade de Deus, porém, não vi felicidade nisto, aos poucos fui me aprofundando em crises, desenvolvi em meu coração um totalitarismo religioso, que condena seja quem for ao inferno, pelo simples fato de não pensarem de forma semelhante, semelhante não, idêntica aos preceitos que aprendi a definir como verdade. Usava os Bereanos de Atos como referência para um autêntico “defensor” da fé e com isso, o riso foi deixando de ser.

Na vida, sempre temos dois rumos, caminhar com amor, que é livre e te dá possibilidades de uma vida mais leve e bem humorada, ou os legalismos que vamos desenvolvendo na vida, sejam eles religiosos ou não, com isso, Deus vai morrendo dentro de nós, por isso, quero acreditar mais em um Deus que ri, que gargalha vendo o Deus que dança do Nietzsche bailar pelo ar.

Enfim, como disse no início, queria ter algo mais para falar além disso, porém, creio que isso é o suficiente para o momento.

Paz e bem

Que a cobiça não nos faça ver...

Thiago Azevedo

Quando éramos crianças, imaginávamos um mundo bem mais simples, longe de toda essa complexidade que nos cerca no mundo adulto. Lembro que onde morava, imaginava minha rua tão larga e distante, parece que tudo era muito grande, hoje, quando passo por lá, vejo que em dois passos tudo termina.

Termina, essa é uma palavra que resume tudo no mundo adulto, tudo acaba mais rápido, o tempo, o dia, a semana, o mês, o ano, a vida e tudo que nela se encontra. Isso também graças a grande contribuição dos adultos. Ao passar pelo túnel de mangueiras de Belém num momento agradável de chuva, sou tomado pelo tenebroso pensamento de que um dia, este túnel não será mais, talvez uma ou outra árvore num distanciamento que será irrelevante dizer que num tempo outrora ali existiu um belo e majestoso túnel de mangueiras.

Também graças à habilidade política dos homens em manipular e mobilizar para destruir para auferir lucro em nome do tão sonhado progresso. Não, isso não é de agora, já vem de muito longe, antes mesmo da ocidentalização do mundo, mas vale lembrar que na “descoberta” do Brasil, os “descobridores” já vieram com o intuito de depredar e de lambuja, fez seus processos de troca, levaram pau-brasil e deram DSTs, doenças do homem branco e nos ensinaram a majestosa, antiga e pútrida arte de roubar e se corromper.

Com isso chegamos ao estado atual, acabo de ser informado de que o Brasil é a 6ª economia do mundo, em crescimento, nunca se desenvolveu tanto, por outro lado, nunca se roubou, matou tanto em nome da democracia, a última delas, é da tal bancada evangélica, que em nome de deus, entregaram a floresta nas mãos dos ruralistas, justamente para proibir o consumo de bebidas alcóolicas nos estádios durante a copa de 2014, ainda faltam 2 anos para a copa, quiçá, quando ela acontecer não tenhamos mais florestas, apenas um mero descampado, com pastos verdejantes para a boiada comer e passar, moradia pra todos? Não precisa, pois pobre não tem dinheiro pra comprar.

O que também parece ser mais engraçado ainda, é que, de uns tempos pra cá, pobre era só extorquido pelos políticos, agora também pelos religiosos e pra piorar se juntam esses dois tipos num só, político religioso, esse deve ser o que de pior há no mundo, se Jesus não curtia muito os debates com fariseus e saduceus, dando-lhes suas maravilhosas patadas divinas, que dirá essa nova configuração de farisaísmo.

Max Weber falou da ética protestante que inconscientemente auxiliou no desenvolvimento do capitalismo, mas e agora, quando a ética deveria reger a convivência e bem estar de todos os homens, mulheres e crianças desta terra, são jogadas no ralo da incoerência, corrupção e intolerância? O capitalismo de Weber mudou muito, também o protestantismo que ele analisou também, não peçam para mudar dizendo que eles não são protestantes, pois a base que os formou é a mesma, é como dizer que não somos católicos, que é a mesma coisa.

Difundir o ódio não é cristão e não reflete os ensinamentos de Cristo, mas sinceramente, olhando tudo isso, o amor fica bem escondido num canto, tentando não olhar o que meu coração pensa junto com minha mente, mas, vamos seguindo em frente, tentando mudar pelo menos meu entorno, diminuindo meus pequenos delitos, apagando de minha alma o “não tem problema”, pois um dia, esses corruptos que estão por aí, nos roubando o tempo todo, disseram para si mesmos nos seus pequenos furtos, “não tem problema”. Afinal, até as grandes montanhas já foram pequenas pedrinhas.

Espero o mesmo que Gladir Cabral em uma canção que escreveu:
“Que a cobiça não nos faça ver
O terrível da desolação.
Que haja tempo para proteger
Tudo o que é sagrado neste chão.
E que o arco-íris seja o sinal
De que tudo não está perdido.
E que sobre nós
Pouse a mão de Deus
Ave solta que traz esperança
Que de nossa mão
Nasça um jardim
De mudança”
Paz e bem

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sobre contadores de histórias...

Thiago Azevedo


Queria saber contar histórias, destas que lemos em livros de romances, repletas de nuances, vai e vêm, momentos que nos fazem chorar, sentir fúria pelos antagonistas. Queria saber fazer isso para contar às minhas filhas belas histórias de fazer dormir e sonhar.

Contadores de histórias sempre me fascinam, pois tem o poder de enxergar um mundo que comumente não vemos, vivem de utopias, que nas pinceladas dos lápis ou na voz do contador, nos faz parecer ser possível existir um mundo assim.

Os comparo a pintores, que num luzir da imaginação, trazem à luz a aquarela viva de uma nova realidade, faz o que é invisível aos olhos, tornar visível ao coração, como se o que era, fosse, ou o que nunca pode ser, seja.

Eles nos alimentam de esperanças, não sei ao certo sobre expectativas, tenho grande desconfiança delas, prefiro a esperança, pois a poesia caminha em seu terreno.

Contadores de histórias me lembram um pouco do messias, que de seus lábios, fez surgir as mais perfeitas possibilidades, um inimigo que ama, uma semente tão ínfima que dela faz brotar a mais plena das árvores, semeadores que caminham sem se preocupar e de um Reino, não feito de príncipes e princesas, reis e rainhas, mas de um rei que prefere em sua corte, a presença de plebeus e pobres.

Um Reino que foge de leis e normas, para dar lugar à palavra que se faz poesia, poesia que se torna carne, que abraça, ri, chora, dança, canta e conta histórias para dormir e sonhar, não nos fazendo pensar que nunca existirá, entretanto, alimentando na alma a presença de um Deus que prefere viver no meio dos homens, a solidão do paraíso.

Paz e bem

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Canção da Sumaúma - Canção da Floresta (Thiago Azevedo e Gladir Cabral)



Também chamada de mãe de todas as árvores, escada do céu e árvore da vida.

Junto de Gladir Cabral, subimos à copa desta majestosa árvore e nos debruçamos ante a beleza da floresta e as atrocidades que ela vem sofrendo.

Sumauma

Olha dos altos sua flora
Como quem cuida dos seus filhos
Chora seus sonhos de outrora
E padece ao vê-los ruídos

Verde pastora da floresta
Guardiã de todos os abraços
Convida as aves para a festa
E margeia límpidos regatos

Sumauma
Uma só e muitas são em uma
Sumauma
Sumo da beleza, leve pluma
Sumauma
Toca no seu tronco o seu tambor

Ao seu redor há muita história
Votos de amores e saudades
Se enraizaram na memória
Tantos segredos milenares

Hoje é escada do infinito
Portal das estações que passam
Vento e folhagem num só grito
Chuva, sereno e estiagem

Thiago Azevedo e Gladir Cabral
Belém | Criciúma

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Unidade e diversidade

Thiago Azevedo


Em conversas com um amigo que é reformado, nada contra, apenas um diálogo dentro do princípio de unidade e diversidade, ele defendia a importância de estar de acordo com a verdade, porém, em sua fala, deixou no ar que a verdade é uniformizadora. Discordo, o que concordo é o que temos de comum, o fato de Cristo ser o Salvador da humanidade, porém, a forma como me relaciono e entendo a verdade se diversifica, mesmo, na leitura da Bíblia, pois como diz o Exupery, “as palavras são um poço de desentendimento”.

Se tudo fosse claro como as religiões ou denominações gostam de expor, Paulo não teria escrito que via tudo em parte, turvo num espelho mal refletido, Pedro, Barnabé e Paulo não teriam se desentendido quanto ao entendimento de algumas formas de se relacionar com a verdade, entretanto, isso não lhes causava separações ou afirmações que um tinha a melhor forma de entender a verdade ou não, apenas viviam de acordo com o que tinham de comum, Cristo.

Se na literatura, lemos um poema e temos várias formas de entendê-lo, por que com a Bíblia, repleta de palavras, tal qual um poema, seria diferente? Acredito que Deus quis assim, nada claro, que todos tivessem formas diferenciadas de compreensão da verdade, justamente para nos tornar um e na construção coletiva desta interação entre os homens de todas as raças, perspectivas de Deus tão variadas, juntas, nos dão uma melhor compreensão de quem seja Deus.

Até mesmo João afirmou que nem todos os livros do mundo poderiam conter as palavras e nem os atos de Jesus, por que uma única denominação ou religião, homem ou mulher, adulto ou criança pode?

Falamos contra a ditadura dos Judeus que crucificaram Jesus, justamente por não entenderem que não são possuidores da verdade e nem de Deus, por que nós queremos tomar o lugar deles nestas posições?

Se o sol nasce para todos, justos e injustos, por que a perspectiva de Deus só deva pertencer a um grupo?

No filme O Carteiro e o Poeta, numa das conversas entre Neruda e o Carteiro, o segundo lhe afirmando que a poesia a ninguém pertence, apenas àqueles que dela precisam, o mesmo se dá com o evangelho (boas novas), se é boa, não é exclusivo, é pra todos, do mesmo modo como o Genesis apresenta as afirmações de Deus quando via a beleza de sua obra, Ele não fez aquilo só pra Si, mas pra ser partilhado, com alguém que pudesse desfrutar tudo aquilo junto, ao fim das tardes, numa bela caminhada à beira-mar.

Portanto, se hoje eu entendo o que há de comum entre todos os homens, eu afirmo que o amor de Deus que nos deu Jesus, não o que nos salva através da morte, mas o que nos salva através do amor que transpassa inclusive a morte.

Entre julgar denominações ou religiões pela diferença, prefiro caminhar ao lado e encontramos o que há de comum e provavelmente o amor será o caminho.

Jesus ao chamar os discípulos, tão diferentes entre si, com visões tão variadas do Reino, não os chamou para criar mais diferenças, mas estabelecer unidades. Se afirmamos que Deus é amor, de acordo com I João, o amor segundo Paulo, não é amor em si mesmo, mas à alguém, que não leva em consideração posições e perspectivas sobre a verdade, mas é amor e nada mais. Tal qual o pai que se senta à beira do portão aguardando para abraçar o filho que lhe vem no caminho, sujo e arrebentado pela vida, não lhe pergunta o que pensa, mesmo quando este tenta dizer algo, ama o filho que fica e mesmo quando tenta se colocar melhor que o irmão, afirmando que sempre esteve ao lado do Pai.

O amor de Deus é incompreensível à razão humana, é loucura para nossa concepção de verdade e justiça, tanto que Karl Barth se aventurou a dizer para não nos surpreendermos no porvir, de ver o inferno um local vazio e sem ninguém.

No fim das contas, somos todos barro, o que muda é o formato e a funcionalidade do vaso, é como diz o texto bíblico...

E todos os que criam estavam juntos, e tinham tudo em comum. Atos 2:44

E ainda tem o Atanásio que afirma que assim como na Trindade, devemos viver em unidade na diversidade.

Paz e bem

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